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Lançamento

Amanda Rosa lança “Dança do Viver”

projeto tem parceria com a AfroTV e fala sobre o poder de gerar uma vida

Foto: Ju Americano

“A gente vê nos olhos da criança a necessidade de continuar.”

Mãe de primeira viagem, a artista Amanda Rosa se une à AfroTV  para lançamento do videoclipe de Dança do viver, que estreia nesse Dia das Mães às 12h. O clipe  faz parte de um projeto chamado Mães da Quarentena onde, nos próximos domingos, 16, 23 e 30 de maio, serão publicados os relatos das mulheres que se tornaram mães Belle Damasceno, Danielle Onawale e Laísa Gabriela, sobre os processos de maternar durante a pandemia.

Foto: Ju Americano

Dança do Viver

Nascida na região da Chapada Diamantina/Ba, Amanda Rosa revela as suas vivências através do rap. Residente na cidade de Salvador, a artista participa ativamente do movimento hiphop soteropolitano. No ano de 2020, a sua música em parceria com a cantora Candace, Oxe não se bote foi premiada no Festival de Musica da Educadora FM. Foi a primeira vez que uma canção do gênero rap obteve a premiação.

Dança do Viver, o seu último lançamento, traz as transformações ocorridas na trajetória de Amanda, que se tornou mãe de Malawi durante o período da quarentena. Em coletiva, o diretor do clipe, o cineasta Tiago Rocha, falou sobre a sua experiência no processo:

“A estética do clipe tem uma narrativa muito intimista, de entrar no ambiente familiar, de passar por esses momentos entre mães e filho e filha.  Todas as entrevistadas imprimiram uma naturalidade muito grande aos projetos e a AfroTV tem orgulho de ter essa parceira. Foi muito lindo, eu fiquei muito emocionado escutando todos os relados (…) espero que muitas mães se sintam representadas com esse trabalho, todas as pessoas que se identificam com esse lugar de cuidado, de maternidade, de afeto.”

Sobre o processo de composição da canção, Amanda Rosa contou: “acho que toda mãe, artista ou não, cria. Quando eu tava ali colocando o menino pra dormir, eu sempre ficava cantando alguma coisa. Na verdade, tudo que eu cantava para ele se tornou a música.”

A música “Dança do Viver” foi gravada com apoio do projeto Asé Orin. A produção musical é assinada por Marcelo Santana do AquaHertz Estúdio e tem arranjos do baixista Ejibo, que além de músico, é pai de um dos bebês do projeto Mães da Quarentena.  

Quanto a escolha das mães convidadas para participar do trabalho, a artista declarou:  “foi tudo muito se encaminhando. Alê foi uma mulher que eu acabei em aproximando no processo de gestação, mas já conhecia o trampo dela com o companheiro Yan.  Belle Damasceno é minha amiga de muito tempo e o destino deu assim o” toma suas quenga vai passar por isso junto”(…) E Laísa Gabriela que é uma mãe que conheci recentemente. Ela é mais próxima de Beatriz [ a produtora], na verdade, mas é uma mãe que veio também durante a gravidez. Por mim eu escolheria 10 mães, 20 mães para fazer parte do processo, do relato mas a Beatriz não permitiu.”

O projeto contou, também, com a colaboração da Comadre Didinha, uma iniciativa de apoio ao auto cuidado, ao fortalecimento entre mulheres e de apoio a sobrevivência das mesmas na pandemia. Após a coletiva, a conversa seguiu com as mães que se fizeram presentes no pré-lançamento do vídeoclipe. A troca sensível, de escuta e sinceridade, explícitas no resultado do trabalho, trouxeram, para mim que não possuo a experiência de ser mãe, uma proximidade a partir de uma outra perspectiva com o universo materno.

Permaneci atenta aos relatos que surgiram, sem o intuito de trazer em palavras para esse texto, mas em sentimento. Diante de todas as mensagens, a que permaneceu reverberando aqui foi a escolhida para epígrafe, que se contextualiza na fala da representante da Comadre Didinha ao relatar os desafios e benções de estar em um corpo que gerou uma outra pessoa: “A gente vê nos olhos da criança a necessidade de continuar”.

 

Assista ao clipe de Dança do Viver:

 

 

 

 

 

Escrito por

Comunicadora instantânea, clarinetista entre quatro paredes, sonoplasta e devota da vida. Acredito no poder de transformação social da música e busco conhecê-la desde o seu contexto. Garimpo vinil vez em quando.

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