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Ian Cardoso lança clipe do mantra “Molhei Meu Pé”

Clipe se alinha com outras obras do cantor e traz questionamentos de profundidade

Ian Cardoso lança
Foto: Luisa Setton

Ian Cardoso lança hoje o clipe de “Molhei Meu Pé”, faixa que integra seu primeiro disco “Devoto Franco”, lançado em Outubro de 2020. O vídeo foi gravado em uma cachoeira de São Sebastião, litoral de São Paulo e traz o artista frente a câmera. A obra tem direção do próprio artista e casa com o mantra que o single entrega.

“Essa produção reivindica coisas, como esse debate sobre cultura de cancelamento, vários acontecimentos na política, meio que fez que essa música fizesse sentido agora. Ela fala sobre sua relação com a superfície das coisas, e a sua coragem de ir para além disso. Onde é que atravessamos a superfície? Quanto tempo conseguimos ficar na profundidade sem que falte oxigênio lá embaixo?”, questiona Ian.

Fazer o que pode com o que tem é mais certeiro, direto e honesto com si, e é basicamente esse mantra que permeia a obra de Ian, como o artista explica: “Ela é um acorde como um mantra que se repete, e o clipe vem disso, um plano sequência, interagindo com a poesia e a cachoeira, e eu acho que fez muito sentido sabe?! A simplicidade fala pela faixa também.”

A obra de Ian conversa consigo mesma, entre fotos, capas, audiovisual e lírica, tudo se alinha como uma auto referência. “Eu fui no sentido da poesia da música. O clipe veio como impulso, alinhando a necessidade de produzir, onde se está e com as pessoas que estão compartilhando aquele lugar, e fazer o que pode com o que tem. Isso foi meio que um mantra na quarentena pra mim, sabe?! Fazer o que pode com o que tem.”

De forma bem simples, sem aglomerações, apenas duas pessoas em uma cachoeira: “Quem bateu as fotos da capa de “Devoto Franco”, quem filmou o clipe foi Luisa Setton, que é minha companheira com quem estou passando esses dias, e a vida, compartilhando as coisas. A gente já foi pensando em fazer esse material na cachoeira, a gente experimentou vários takes, com plano sequência, e a gente foi se entendendo, rodeando. Eu digo que dirigi esse clipe mas não tenho estudo do audiovisual, técnicas, mas acho que esse clipe mostra isso também. Tenho aquela noção como quase todo mundo tem, por conta do celular, que mudou como a gente vê as coisas. Eu e Luisa ficamos estudando luz, foco, e a gente se jogou, foi filmando, eu com a ideia, os quadros.”

Como fica claro em nossa conversa, e como já falamos aqui, Ian tem uma verve poética em seus trabalhos, e consolida isso para além da sonoridade, de ritmos, explora outros sentidos sensoriais sendo poesia visual. Da capa do disco à cachoeira, do ser humano à relação com a água, com as coisas, da letra à tudo em que se desdobra seus trabalhos.

 

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