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LANÇAMENTO! Rashid convida Chico César para seu Diário de Bordo 6

Rashid retoma a emblemática série “Diário de Bordo” com sua sexta poesia, na companhia de Chico César, com produção de DJ Caíque. O clipe, com imagens tão assombradas quanto o presente que vivemos, já está no ar e você confere primeiro aqui no S.O.M.

Sem refrão e sem papas na língua, o primeiro Diário saiu em 2010 e a saga foi concluída em 2015. Seis anos depois a conjuntura forçou o resgate.

“É impossível, eu, artista que se compromete a espelhar a realidade em sua arte, não trazer tudo isso à tona”, afirma Rashid, que tece reflexões sobre temas diversos — de vacina e negacionismo a racismo e política — ao longo dos mais de cinco minutos de música.

“Ninguém quer permanecer na raiva ou na revolta, elas são apenas a fagulha. A mudança e a revolução são o incêndio. O que nós queremos está depois disso”

Durante a produção, enquanto ouvia a parte instrumental repetidamente, a voz de Chico César surgiu na cabeça do rapper. “Sabendo do quanto Chico César é um artista politizado e posicionado, enviei para ele o que tinha. Ele acrescentou muito mais riqueza, sentimento e aquela letra incrível”, comenta Rashid. “Eu nunca havia pensado em ter um participação em algum ‘Diário de Bordo’, mas, sem dúvida, ele era o cara pra isso”, completa.

O ícone paraibano aceitou o convite enxergando a parceria como resultado “do encontro, da identificação e admiração recíproca entre os criadores”, como o próprio Chico menciona.

“Cada vez mais borram-se as fronteiras e os limites entre os estilos na música brasileira. Penso que essa parceria com o Rashid tem muito a ver com isso. E eu me sinto muito feliz de poder estar ao lado de um artista tão importante para a cena jovem do hip hop. Também quero falar com a juventude que o escuta. E quero que quem segue meu trabalho também o ouça”, comenta Chico César.

Dirigido por Levi Riera, o registro audiovisual reforça a ideia de como a realidade e as tristes notícias invadem a casa do povo brasileiro de forma nociva — algo que é potencializado pela pandemia, mexendo com a saúde mental e a estrutura da sociedade.

“Quando essas injustiças tiverem sido varridas por esse incêndio, pela reparação histórica, pelas ações afirmativas e pelo bom senso, aí faremos canções que relatam a mudança e que celebrem a paz”, finaliza Rashid.

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