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Coberturas

ARVO FESTIVAL DE MÚSICA BRASILEIRA

O Arvo Festival que aconteceu nos dias 15 e 16 de abril de 2022 na praia do Campeche em Florianópolis levou muita música brasileira para um público de 6 mil pessoas nos dois dias. A diversidade musical esteve representada pelas 5 regiões do país durante 24 horas divididas em 12h para cada dia de evento. 

Um enorme palco com ótima estrutura abrigou um line up formado por nomes consagrados da música brasileira, assim como emergentes, atrações locais e DJ.

O S.O.M. esteve lá e agora conta um pouco de como foi a experiência de viver o Arvo Festival que é filiado à Abrafin e faz parte do calendário da entidade na regional sul. 

 

 

Eram 14h em ponto de um ensolarado e ventoso dia 15 de abril quando os portões do Arvo foram abertos para o já bom público que esperava ansiosamente para entrar e não perder nadinha da programação. O formato inspirado em festivais como Coala tinha como linha Dj e banda, dj e banda assim sucessivamente, A tarefa de abrir o festival foi do Batuk Freak (DJ Hudson) de Floripa que embalou nos primeiros momentos e seguido pela banda local Orquidália que vem pedindo passagem para voos maiores, a banda vem se firmando no circuito sul de festivais com elogiadas performances, outra característica é a entrega do grupo que não mede esforços para estar nos festivais encarando a estrada como nos velhos tempos por terra de carro com os instrumentos no colo! Eu particularmente admiro muito bandas com esse tipo de atitude, não esperando tudo na mão vão à luta e cada show é mais portas que se abrem. 

 

 

A festa seguiu com a Lovesteady (As Mina do Som) e logo depois Potyguara Bardo faz de novo um show perto da perfeição, com o público na mão e dotada de um carisma de elfa Poty cantou, dançou, ocupou todo palco e até sentou nele para acompanhar o cair da tarde bem pertinho dos fãs como se estivesse no sofá de casa, totalmente à vontade fez um show incrível pra delírio da galera. Segue o Arvo com Allen Rosa (Sounds in My City) e na sequência já no crepúsculo com a lua quase cheia nascendo ao fundo surge o furacão verde amarelo Mariana Aydar que fez todo mundo dançar com aquela veia nordestina, mix de cancioneiros populares e um forro raiz de zabumba e acordeon que brotava da terra e não havia um ser humano no local que não estivesse se mexendo, a riqueza da música do nordeste tomou forma com Mariana Aydar que vestiu verde amarelo e pediu o fim do governo trágico que assola esse Brasil, retomando estas cores pois ela é do povo brasileiro. Segue o fest com Bolachada Vinil discotecando com o bom e eterno disco LP analógico que nunca perde seu valor e daí veio Bala Desejo.

Show redondinho e embalado, a banda que já caiu nas graças do público e já está escalada para grandes festivais como Rock in Rio por exemplo mostrou de onde vem e para onde vai um show repleto de emoção.

 

 

 Dj Goia (As Mina do Som) seguiu o fluxo e chega a vez de Bixiga 70 explodir com tudo, big band swing, soul, funk folk jazz difícil definir a sonoridade da banda mas fácil é de se deixar levar pelos ritmos e se entregar de corpo e alma. Um dos shows mais esperados do dia, Bixiga tem público fiel na ilha! Afterclapp segue na discotecagem e prepara o terreno para o último show da noite Heavy Baile! Um capítulo à parte Heavy Baile pôs fogo no parquinho, que já foi a um show do grupo saca, quem não foi só indo pra sacar, performance incrível de dança, swing e sensualidade visceral, o baile da periferia sem rodeios indo direto ao ponto, energia 1000 grau. Para fechar o primeiro dia veio a performance muito inspirada no próprio Heavy Baile O Baile da Brum atração local de SC que botou quente também. 

 

 

Já no segundo dia o sol se fez presente mais uma vez e o vento sul seguiu soprando e correndo às nuvens. 

Em festival open air especialmente no sul do país não importa muito a época do ano, nunca se pode garantir tempo firme, o Arvo teve essa sorte. Sem previsão de tempo ruim, mais de 2 mil pessoas adentraram a arena super bem montada em amplo gramado verdinho para curtir. A praça de alimentação com opções diversas, assim como para beber haviam pra todos os gostos, do chá ao gin, da água a cerveja. Não havia assim muito espaço para sentar mas por se tratar de um amplo gramado às cangas esticadas no chão e pessoas ali aconchegadas era uma constante. 

O backstage estava incrivelmente bem servido e com o espaço de uso comum pudemos trocar bastante com as atrações do festival e produção local. Esse formato de backstage é quase que uma rodada de negócios continua, não de longe algumas articulações para o futuro em outros festivais saíram já dali. 

A Missão de abrir o dia 2 veio para a SC.HER muito boa DJ local, logo na sequência veio a leveza de Jesus Lumma que fez seu primeiro show depois das cirurgias que fez para retirada de uma hérnia, intervenções estas que foram pagas por fãs uma vez que ele já aguardava a um bom tempo pelo SUS e não dava para esperar mais. Salve o SUS e melhore o SUS não é toda pessoa que tem uma base de fãs que pode pagar por intervenções cirúrgicas deste porte, por sorte Jesus teve. Agora recuperado fez um show maravilhoso, leve como uma pluma, cantou o amor enchendo o gramado de energia. Uma  pérola da nova música produzida no sul do país.

 

 

Na sequência vem O Baile do Gêmeos uma dupla de DJ negros que foi minha top 1 do festival, mandaram muito. Julio Secchin chegou chegando, nova sensação musical entre o público adolescente mas que também encantou as crianças e adultos, com sua calça cheia de bichinhos de pelúcia costurados por sua mãe deixando o ar irresistível, muito carinhoso durante e depois do show que teve diversos momentos de interação com o público. MNegro chegou arrebentando e se os Gêmeo foram o Top 1 MNegro foi o top 2, botem no radar. Jean Tassy veio acompanhado do Dom TGT e performance juntos era o funk trap na pista o público jogou junto e Felipe Martins discotecou na sequência abrindo caminho pra Alafia Ft Di Melo, que geraram um mix muito gostoso. Di Melo sempre dá um show dentro e fora do palco.

Gus Caram fez as honras para Dona Onete, um capítulo à parte um dos melhores shows do Festival, o tempo parece não passar pra essa diva da música popular brasileira. 

Botou a ilha para dançar o Carimbó e encheu o festival de energia.

Acompanhada de uma banda incrível, não deixou ninguém parado e arrancou sorrisos, suspiros da plateia que devolveu tudo em forma de carinho. 

Dona Onete pediu a mudança do governo, convocou a juventude a tirar o título de eleitor com uma sabedoria de quase um século e o espírito de uma jovem Dona Onete conduziu um dos shows mais impactantes do Arvo. Quem tiver a oportunidade de ver esse show ao vivo o faça. Thaira tocou depois e Afrocidade teve a gloriosa missão de fechar o festival e manter o pique da Dona Onete, missão dada missão cumprida Afrocidade mostrou ao que veio, fez um show do tamanho de sua história, simpatia pura, alegria e muito axé. No apagar das luzes Kibo sonorizou a partida da galera e o encerramento de um grande festival que fez história na ilha.

 

 

O Arvo gerou pouquíssimos resíduos durante o evento e tudo foi destinado corretamente aos seus devidos destinos, o gramado verde ficou limpinho, geral feliz a entrega foi completa, dá pra melhorar? Vamos ver na edição de outubro que já foi anunciada. Vida longa ao Arvo e ao circuito sul de festivais da Abrafin.

 

Fotos de Paulo Zé e Mariana Smania

 

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