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“Burnout” é o novo disco da banda OZU

projeto é guiado por 11 faixas de puro groove agridoce

mariana harder

Inicialmente composto nos primeiros dias de 2020, o novo disco da banda OZU passa por dois anos pandêmicos de reflexão, reestruturação e reconfiguração. A partir desses processos, individuais e coletivos, ‘Burnout‘ – disponível em todas as plataformas digitais – surge como um conceito que poderia definir muito bem o espírito dessa época em que vivemos:

Estágios avançados do capitalismo neo-liberal diluíram e terceirizaram as desigualdades de nossa sociedade a tal ponto que nos foi privado a percepção de reconhecer os males macroeconômicos que nos assolam. Assim, desorientados, seguimos atribuindo nossos problemas financeiros e emocionais a nós mesmos, desenvolvendo então uma constante sensação de culpa, preocupação e ansiedade, nos exaurindo estruturalmente todos os dias. Por essas e outras, nenhum título, que não Burnout, poderia ser melhor para esse registro. Guerras e conflitos distantes servem como respiro para achar um “culpado” externo e desafogar a responsabilidade de nós mesmos. Porém, o mecanismo segue sendo o mesmo – ignorar os fatos e terceirizar as faltas. Filmes de heróis nos distraem, incessantes conteúdos de redes sociais nos entorpecem e assim seguimos em frente. Será que está tudo bem?”.

Paradoxalmente, o grupo formado por Juliana Valle (voz), Francisco Cabral (compositor/tecladista) e Sue-Elie Andrade-Dé (guitarrista) desenvolve uma sonoridade menos sombria e mais dançante, sem perder sua já conhecida característica introspectiva.

Neo-Soul, Hip-Hop e Jazz estão, faixa a faixa, mais presentes, assim como os andamentos rápidos e marcantes. O Trip-Hop, estilo que fundou OZU, também segue vivo enquanto o Lo-Fi Hip-Hop vem trazendo – em formato canção – o estilo que é hoje popular na internet em roupagens de produções instrumentais.

Anarquitetos de ruínas, apreciadores do concreto abandonado e arranha-céus sem propósito, OZU é para quem gosta de um groove agridoce e de ícones como Erykah Badu, Portishead, Dj Krush, Buttering Trio, Surprise Chef, Abstract Orchestra e Bonobo.

Com essa obra propomos uma reflexão na escuta, um convite a diminuir o ritmo das nossas vidas e olhar não só para o que está ao redor, mas também para nós mesmos“, finalizam.

Lançado de forma independente, o grande sonho é que Burnout se transforme em um vinil via Ninja Tune.

Nos próximos meses, realizam também uma série de shows pelo Brasil. Para começar, no dia 12/06 ocupam o Fffront, a partir das 17h. Em 23/06, desembarcam na cidade de Uberaba para apresentação no Lab 96 às 20h. Em seguida, 24/06, agitam o Cena Cerrado, no Vinil Cultura Bar, em Uberlândia. Já em território brasiliense, em 25/06 participam do Festival Picnik. Depois, 26/06, passam pelo Shiva, em Goiânia. De volta à capital paulista, mostram seu repertório no Cru. Será dia 02/07, com participações especiais e show de abertura de Dramón.

 

Novas datas ainda serão divulgadas.

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