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Festival Dialéticas Afro-Musicais celebra a herança bantu na formação da identidade brasileira no dia 04 de junho

No próximo sábado, dia 04 de junho, sábado, o Festival Dialéticas Afro-Musicais celebra a cultura bantu com artistas, pensadores e o público presente. Iniciando os trabalhos, Kelly Adriano, doutora em em Ciências Sociais pela UNICAMP e gerente adjunta de Ação Social do SESC SP, e o produtor cultural e professor universitário Salloma Salomão vão discutir e compartilhar conhecimentos sobre as heranças da cultura Bantu na formação da identidade do país. A roda de conversa será mediada pelo sociólogo e pesquisador Tadeu Kaçula. Na ocasião, o público confere as apresentações do pianista, compositor e professor Lobato Acarahyba e do grupo Banto Samba Club.

Os bantus têm um papel significativo na formação cultural brasileira e na identidade nacional, seja pelo legado linguístico, pela cultura popular como as artes manuais e culinária, nas práticas agrícolas ou na origem de ritmos e expressões musicais como o samba, o maracatu, a congada, o jongo e a capoeira. A contribuição na nossa formação linguística é expressiva, são inúmeras as palavras presentes em nosso vocabulário que influenciaram nossa língua, entre essas: angu, caçula, fubá, miçanga e quitute.

Ser um manifesto lúdico festivo atento aos elementos e influências da cultura africana é o objetivo desse projeto. Reunindo grandes nomes do cenário musical e pensadores negros para debater a historicidade afro brasileira.  Ao longo de quatro encontros, o público é convidado a participar de rodas de conversa e assistir a pockets shows exclusivos. Nove atrações se dividem em dois shows por dia: Fabiana Cozza, Samba de Roda Nega Duda, Tupinambá, Gê de Lima, Banto Samba Club, Lobato Acarahyba, Jongo Dito Ribeiro, Deolindo, François Muleka e Filó Machado.

Minhas expectativas para a realização do Festival Dialéticas Afro- Musicais são as melhores possíveis. O festival provoca a sociedade como um todo, e isso vai nos possibilitar enxergar e debater temas relevantes, que dizem respeito ao legado da cultura africana e sua importância no contexto social brasileiro, ao longo dos anos. “, Tadeu Kaçula, curador do evento.

O festival celebra as heranças deste povo na América Latina. As dialéticas afro-musicais tem uma história, uma tradição de pessoas, de famílias e de empreendedores que construíram esse patrimônio histórico e imaterial, a nossa cultura.”, diz Cida Gonçalves, curadora do festival.

A iniciativa é da Casa do Batuque Produções Artísticas e a curadoria e idealização , de Cida Gonçalves e Tadeu Kaçula. O projeto Festival Dialéticas Afro-Musicais ficou em primeiro lugar pela 5ª Edição do Edital de Apoio a Música para a cidade de São Paulo, realizado pela Secretaria Municipal de Cultura, que visa trabalhar as multiplicidades da capital, fortalecer e difundir a produção artística. Além de dar visibilidade para as histórias apagadas, silenciadas e ocultadas do grande público.

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