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LANÇAMENTO: PEDRO CONSTANTINO ESTRÉIA COM “DEVIR”

Faixa aborda processos de mudanças

Pedro Constantino
Foto: Abigail Botelho

Pedro Constantino prepara o lançamento de seu primeiro disco solo, “Esboço”, mas antes o músico dá um tira gosto de seu trabalho com parceria de Bárbara Christófalo na faixa “Devir”.

Questões profundas sobre transições e mudanças permeiam sua obra, da concepção do disco à detalhes do vídeo. Tudo isso se soma com a musicalidade de Pedro, imprimindo elementos diversos que o público terá uma ideia quando o álbum sair: viola, guitarra, baixo são alguns dos instrumentos que podemos adiantar.

O single e o vídeo contam com parceria de Bárbara Christófalo, que escreveu o poema , e no clipe traz uma dança pela casa em que compuseram o disco.

A escada é um lugar de passagem, não é um lugar que você vai ficar, você só passa pra ir pra algum lugar, diz Bárbara.

“A quarta faixa do álbum “Devir”, é um poema escrito por Bárbara, a sua visão própria sobre o lugar e as coisas que a contei; mais do que isso, é a canção que media a transição entre o externo e interno, é o tornar-se; nós nos tornando casa e a casa tornando-se novamente lar a partir da nossa presença; é a transformação. Tal faixa acompanha um clipe, em que Bárbara dança, interagindo e dialogando com os espaços, sujando-se com a poeira acumulada durante os anos estáticos no tempo”, conta Pedro.

Pedro Constantino – “Devir”

A canção traz assim como o álbum, um processo constante de mudança, transição, Bárbara explica:

“Bom, começa pela letra, que é um poema que eu escrevi no meio do processo de composição do álbum, que está muito baseado no texto do Tim Ingold “Trazendo as coisas de volta à vida”. É um artigo que vai falar das coisas, objetos, casas e ambientes que a gente ocupa, estruturas, e como a nossa relação com as coisas definem elas, dão utilidade que a gente atribui, e como elas trazem uma sensação pra gente. É sobre coisas mas também pessoas né?! O poema desde o início é sobre alguma coisa que eu também não sei o que é, que permeia os ambientes, e as relações. Talvez seja as sensações de estar em algum lugar, e o local começa a se abstrair e pode ser um lugar concreto, mas também uma posição na vida, a sensação de ser você, carregar toda a carga de ser você e em choque com aquele ambiente que você está agora.”

Eterno processo de mudança

“E bem, as relações estabelecidas, com o mundo, com as pessoas, situam. Situam e não situam, porque como elas acontecem o tempo todo, é uma constante mudança, e ai veio o nome Devir. Inclusive o termo em si, ao longo da filosofia, foi definido de formas diferentes, isso é engraçado. E a dança partiu daí também, tem uma inquietude nos movimentos, uma coisa constante mas inconstante, foi colocado nessa coisa do fim do movimento ser o começo de outro. Tem uma oscilação também, de movimentos mais secos, controlados, mais consciente, mais pensados e programados, e movimentos também super improvisados que é uma coisa que o corpo vai sozinho, depois que eu percebo o que estou fazendo. Então é esse transformar, essa inconstância constante, num fluxo de consciência, e inconsciência, mas que tá acontecendo o tempo todo. E é na escada ne?! A escada é um lugar de passagem, não é um lugar que você vai ficar, você só passa pra ir pra algum lugar. É essa coisa do caminho, do vir a ser. E a relação com o álbum “Esboço”, tá todo permeado nessa coisa de processo eterno”, completa Bárbara.

A produção artística, idealização, realização e filmagem é assinada em conjunto por Pedro Constantino e Bárbara Christófalo, tendo Ana Barreto como auxiliar de produção artística, figurino da Vilma Apolinário Pereira, edição e montagem de João Vieira.

Pedro Constantino é guitarrista da banda goiana Diadorim, e também colunista do Sistema Operacional da Música, aqui você encontra alguns de seus textos.

Escrito por

Jornalista, escreveu para Hits Perdidos e Música Pavê, atualmente Editor em Sistema Operacional da Música, S.O.M.

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